O ato analítico como resistência à algoritmização dos afetos pela IA Douglas Rodrigues Barros
Se a inteligência artificial se tornou a terapeuta contemporânea, é porque vivemos numa época que prefere a adaptação ao sintoma à sua ruptura
Grandes sertões – dois pontos! – travessias Felipe Franco Munhoz e Victor Kutz
O alemão Berthold Zilly e a australiana Alison Entrekin – dois dos principais tradutores da língua portuguesa – estão a poucos passos de concluir longas travessias: serão publicadas, enfim, suas versões de um dos nossos romances mais inventivos e consagrados: Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, de 1956.
Caminhos do sertão no mundo árabe Felipe Franco Munhoz
Said Benabdelouahed, tradutor de Grande sertão: veredas para o árabe (publicado em 2024), fala sobre seu processo de trabalho, as complexidades e a importância do romance de Rosa
O que não se programa: IA, psicanálise e os limites do método científico Cristian Arão e Nanci Nakamura
Ao adentrar o território da psicoterapia, a inteligência artificial não apenas testa os limites de sua aplicabilidade, como também levanta uma questão: é possível traduzir o sofrimento humano em dados e protocolos?
Árduo trabalho de investigação Victor Kutz
A Cult conversa com Leonencio Nossa sobre o recém-lançado João Guimarães Rosa: Biografia
O mal-estar na digitalização: Da ferida narcísica imposta pelas IAs ao risco de aniquilação Cian Barbosa e Cláudia Henschel de Lima
Considerando que IAs têm autonomia de aprendizagem, e seu impacto em uma nova gramática da guerra, o descentramento do eu jamais esteve tão alinhado a seu risco iminente de aniquilação desde o desenvolvimento científico da bomba atômica
O problema da humanidade não é o conceito de raça, mas o racismo, que é filhote da raça. A raça mãe morreu, mas o filho está solto e continua a fazer suas vítimas
Lutar pela autonomia corporal de pessoas trans é garantir que seus corpos sejam considerados legítimos e livres.
Ainda não perdemos o medo diante das desobediências infantis. É isso que queremos legar às crianças, que elas devem ser como nós, adultos incapazes de questionar o exercício da vida?
O fim da escala 6×1: sem dividir o cuidado, não há descanso Gênero & Misoginia | Bruna Camilo
Quando olhamos para a pauta do fim da escala 6x1 a partir de uma perspectiva de gênero, surge uma questão incontornável: quem, de fato, descansará?
Letrux: “Tenho uma relação muito forte com as palavras, é quase um fetiche” Carolina Martins
Lançado no fim de março pelo selo Coala Records, "SadSexySillySongs" é o quarto álbum de Letrux. Em contraste com seus discos anteriores, o novo álbum se organiza de forma mais intimista
A cultura do ódio Maria Rita Kehl
A tristeza da ira passional consiste justamente no fato de que ela usa sua força raivosa contra tudo aquilo que vive, que quer se expandir, que contagia, borbulha, cria laços
Farda e “voucher de branquitude” Direito & Linguagem | Paulo Scott
Para além da questão da sobrevivência financeira, tornar-se policial pode acabar, pela própria subalternização operada pela linguagem do racismo, revelando-se “tática” que habilita um melhor posicionamento na grande arena de nosso capitalismo dependente impregnado de lógica escravista e insuperáveis desigualdades
“No silêncio” de Arthur Sze e a poesia chinesa Aurora Fornoni Bernardini
Considerado uma voz extremamente inovadora na poesia estadunidense contemporânea, Arthur Sze é também profundo conhecedor da tradição poética chinesa, dominando a língua e tendo traduzido para o inglês diversos autores clássicos
Michel Laub: “Falar sobre um problema é uma forma de lidar com ele” Carolina Martins
"Verão na névoa", novo livro de Michel Laub, chega às livrarias no dia 27 de abril pela Companhia das Letras. Entre memória pessoal e reflexão crítica sobre literatura, política e cultura, o autor constrói uma narrativa em que a escrita aparece como tentativa de compreender – e atravessar – crises existenciais





